Torre do Diabo, Wyoming, EUA
Na imagem, a Torre do Diabo se ergue sobre as planícies de Wyoming. Sua origem foi cerca de 50 milhões de anos atrás, quando o magma quente ficou preso sob a terra, esfriando lentamente até solidificar. Declarada o primeiro Monumento Nacional dos Estados Unidos em 1906, ela sempre foi mais que isso para os povos nativos das Grandes Planícies. Eles a chamam de “Morada do Urso”: a lenda narra que sete meninas fugiam de ursos gigantes e foram protegidas pelo Grande Espírito, que fez a torre crescer rapidamente ao redor delas; dizem que as marcas das garras ainda são visíveis em suas paredes.
Esse elo misterioso entre geografia e sagrado desconhece fronteiras; pelo mundo afora, incontáveis monólitos carregam histórias e ancestrais. No Parque Estadual de Vila Velha, no Paraná, por exemplo, as formações gigantes são tidas como guerreiros e casais petrificados pelo deus criador Tupã, que os transformou para guardar segredos e preservar tradições. Narrativas assim revelam como buscamos sentido no que nos rodeia — de meros elementos da natureza, as pedras se convertem em símbolos de proteção, identidade e memória.