Nuvens interestelares capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble
O universo pulsa com a energia da criação. Na imponente Nebulosa da Lagoa, situada a cerca de 4.350 anos-luz da Terra, o aglomerado NGC 6530 dá origem a novas estrelas, iluminando nuvens de gás e poeira. Com apenas alguns milhões de anos, essa região ainda vive os primeiros capítulos de sua história, revelando a beleza dos começos entrelaçados na própria estrutura do cosmos — o conjunto de tudo o que existe: espaço, tempo, matéria e energia.
Visível na constelação de Sagitário, a Nebulosa da Lagoa, que vemos na imagem, é uma das poucas que podem ser observadas a olho nu. Seu brilho avermelhado vem da ionização do hidrogênio, provocada pela intensa radiação das estrelas recém-formadas. Dentro dela, ventos poderosos moldam formas dramáticas e criam cavidades, revelando o dinamismo do processo de formação de astros.
Como dizia Carl Sagan, renomado cientista norte-americano, astrônomo e divulgador científico: “Somos feitos da matéria das estrelas”. Contemplar a Nebulosa da Lagoa é lembrar que compreender o universo é também compreender a nós mesmos.