Tão juntos quanto o céu permite Tão juntos quanto o céu permite
Artamus fuscus em um galho, Tailândia
Na natureza, há encontros que dizem muito sem emitir som. Empoleirados em fileiras justinhas, os Artamus fuscus da imagem — aves típicas do sul da Ásia — parecem costurar o ar com afeto. Nunca estão sozinhos: dormem colados, voam em bando e compartilham galhos expostos como quem encontra no outro o seu pouso. Ao longe, são como pinceladas cinzentas sobre o céu. Mas basta observar de perto para notar a coreografia: decolam juntos, alternando batidas de asas com planadas suaves, até abocanhar insetos em pleno voo.
Embora aves da família Artamidae não voem por aqui, seu comportamento ecoa o de espécies brasileiras que também prezam pela união — como periquitos, canarinhos-da-terra e certas andorinhas. São aves que entendem que estar junto não é só companhia: é sobrevivência, estratégia, calor. Num mundo onde tudo se dispersa tão rápido, esses pequenos corpos colados num galho nos lembram que estar perto, às vezes, é o voo mais bonito que se pode dar.
本周 2025年第30周
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