Edifício residencial The Wave, Vejle, Dinamarca (© Frank Bach/Alamy)
Arquitetura é cálculo, sim — mas também sabe ser espetáculo. Na imagem, o conjunto The Wave, em Vejle, na Dinamarca, é a prova viva: cinco torres residenciais ondulam à beira do fiorde como se o concreto tivesse aprendido a nadar. Nada de linhas retas previsíveis. Cada bloco sobe e desce em curvas contínuas, seguindo o desenho das colinas ao redor e o balanço das águas ao lado. Projetado pelo escritório Henning Larsen, o complexo vai além do impacto visual. Passarelas públicas, píer e áreas abertas costuram a orla à cidade, transformando moradia em espaço de convivência.
No Brasil, a mesma ousadia se reflete no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, criado por Santiago Calatrava. O prédio aposta em arquitetura sustentável, aproveitando recursos naturais locais. Suas curvas orgânicas são inspiradas em bromélias flutuando sobre as águas. Também à beira-mar, escultural e misturando engenharia pesada a leveza visual. Quando o edifício entende a paisagem, ele deixa de ser volume e vira movimento.