Mocho-funéreo em uma floresta na Europa Central (© Ondrej Prosicky/Alamy)
Discreta, silenciosa e de olhar penetrante, a coruja sempre foi símbolo de sabedoria. A imagem de hoje traz o mocho-funéreo, uma pequena espécie de hábitos noturnos e arborícolas, conhecida por sua aparência reservada. Com cabeça arredondada e olhos atentos, habita florestas boreais e subalpinas da América do Norte, Europa e Ásia, sendo rara em regiões tropicais como o Brasil.
Associada à deusa Atena na mitologia grega, representa inteligência, percepção e reflexão — qualidades que definem os grandes mestres ao longo dos séculos. De tempos antigos até os dias de hoje, a sabedoria tem sido uma força silenciosa que molda civilizações. De Confúcio na China antiga aos filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles na Grécia clássica, grandes pensadores deixaram marcas profundas na forma como compreendemos o mundo. O Brasil também contribuiu com vozes transformadoras, como Paulo Freire, cuja visão humanista e reflexiva inspirou gerações a enxergar a realidade com mais consciência e profundidade.
Como o mocho-funéreo, que observa em silêncio sob a copa das árvores, os sábios nos convidam a ver além do óbvio — com atenção, sensibilidade e discernimento.