Floresta de pinheiros na Alsácia, França (© alekseystemmer/Getty Images)
Em dezembro, as florestas da Alsácia, na França, envolvem-se num véu de neblina, como vemos na imagem. Entre pinheiros silvestres, o chão coberto de musgo abafa cada passo, e o silêncio parece quase sagrado. Essas florestas, que cobrem cerca de 40% da região, abrigam uma rica biodiversidade: javalis, pica-paus-pretos e, às vezes, o lince.
Mas essas florestas não são apenas santuários naturais — elas também guardam histórias. Os moradores contam que, no coração da névoa, se esconde o Sotré, um duende travesso, segundo a lenda. Invisível, ele arruma casas de campo solitárias, e sua presença está associada ao sossego das florestas.
Entre num cenário onde ciência e folclore se encontram, e cada árvore guarda séculos de memória e mistério. Assim como nas florestas francesas, no Brasil também há seres que parecem vigiar cada galho e cada sombra. Diz a tradição que o Curupira — guardião com cabelos vermelhos e pés virados para trás — protege os animais e as plantas contra caçadores e destruidores da natureza. No fim, lenda e preservação caminham juntas. As histórias que atravessam gerações lembram que proteger a floresta é cuidar de tudo o que nela vive, visível ou não.