Entrada do Castelo de Bran em Brașov, Romênia (© blue sky in my pocket/Getty Images)
Quando a noite cai, o Castelo de Bran, na Romênia, parece suspenso entre o real e o imaginário. Erguido no século XIV, testemunhou guerras e monarquias, mas foi a literatura que o transformou em lenda ao associá-lo ao Conde Drácula, o vampiro eternizado por Bram Stoker em seu romance de 1897. Atravessar seus corredores estreitos provoca arrepios: a fortaleza carrega relatos de aparições, ocorrências misteriosas e risadas infantis ecoando pelos corredores.
E hoje, no Dia das Bruxas, esse clima se intensifica, com visitantes fantasiados e tours noturnos assustadores. Nascido de antigas tradições celtas, o Dia das Bruxas, ou Halloween, ganhou o mundo. Nos Estados Unidos, crianças saem fantasiadas pedindo doces; no Japão, desfiles tomam as ruas de Tóquio; nas Filipinas, o Pangangaluluwa mantém viva a tradição de visitar casas cantando em homenagem às almas. Já no Brasil, a data mistura tradições importadas a lendas locais. É a noite em que o véu entre vivos e mortos parece mais frágil, quando o mundo se enche de doces, travessuras e rituais que conectam culturas pelo fascínio universal pelo sobrenatural.